quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A arvore da calçada

Hoje de manha ao levantar-me, olhei pela janela e avistei uma arvore que fica na calçada da minha casa, mas a principio eu levei um susto porque havia pouco tempo em que ela havia sido completamente podada, tinham tirado toda bela folhagem que ela possuía.

Na época recordo que fiquei chateado porque sempre achei ela uma arvore bonita e que eu vi nascer e crescer, mas segundo os funcionários da prefeitura que vieram corta-la, era necessário fazer isso, caso contrário, a arvore poderia morrer devido estar próxima de encostar nos fios da rede elétrica, e se caso ela viesse a encostar neste fio poderia provocar um acidente. Foi dessa forma que acabei assistindo a verdadeira destruição da minha arvore. Galho por galho. Restou apenas alguns galhos menores. A arvore ficou desfigurada.

Mas, o que de verdade restou nessa arvore é algo que apenas hoje fui perceber: Restou a raiz. Restou o tronco. O mais importante da arvore não foi mexido nem sequer tocado. O problema é que meu olhar estava fixo apenas nas folhas e galhos. Percebi, que não é tão fácil assim mexer na raiz de uma arvore e nem arrancar-lhe o tronco e, que as folhas e galhos que julguei tão necessários e belos, são levados até mesmo pelo vento. E hoje, para minha surpresa, ao olha-la, contemplá-la como em uma oração de Laudes, percebo que seus galhos já cresceram de novo e que sua folhagem cresceu. Nem parece a mesma arvore desfigurada de pouco tempo atrás. Ela esta bela e seus galhos ainda mais fortes que antes.


Adriano Oliveira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ele comia na mesa comigo!

Alguns aspectos, sejam eles sentimentos ou acontecimentos, tem uma influencia fundamental na vida humana e no modo como se vive, um deles, é sem duvidas a injustiça.
Falar de injustiça é sem duvidas se remeter ao próprio Cristo.Ele que injustamente foi criticado, perseguido e crucificado. Interessante notar que, alguém levantou uma mentira contra Jesus, mas foi preciso que muitos outros acreditasse nessa mentira sem questionar. Quanto ao povo que passou acusar Jesus, não sei dizer se é menos ou mais culpado de quem montou a armadilha, mas sem duvidas, tem um certo grau de culpa por terem agido sem o minimo sentido critico. Tudo o que lhes foi proposto como motivo acusação foi motivo de ser tomado como verdade.

A injustiça representa sempre a negação da verdade e o reino da mentira. Aquele que acusa sempre sai na frente, humanamente falando, do que aquele que é acusado. POrém, é justamente neste ponto que reside a justiça divina.
A justiça divina nunca é apressanda e infundada. Ela é plena, acalma a alma, plenifica o ser e restaura as forças. É uma forma de justiça que nunca deixa de acontecer mas que não pode se colocar a serviço de nossa limitada interpretação. Por isso, se algum dia você sentir-se injustiçado, espelhe-se no exemplo de Jesus e logo verá a melhor forma de agir diante dessa complicada situação.

Adriano Oliveira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Carta Aberta sobre o Caso AMA - Associação Maria Auxiliadora

Eu sempre busquei ter entre aqueles que comigo convivem um relacionamento claro e direto. Prezo muito pela oportunidade de dialogo e creio que tenho como uma virtude a capacidade de conviver de forma pacifica junto ao que me é diferente ou que não pensam do mesmo modo e forma. Entretanto, diante dos últimos acontecimentos e possíveis acusações que meu nome parece estar envolvido, não vejo muitas possibilidades de falar com aqueles que desejam ouvir, que não seja essa carta.
Uma carta ela sempre resume de forma simplificada um sentimento, pois somente aquele que vive tal momento pode compreender, mas, espero que compreendam pelo menos a intenção que se desnuda em cada palavra.
Todo o acontecimento presente ainda me causa espanto e surpresa. Espanto porque nunca imaginei que as coisas iriam tomar tamanha proporção e surpresa porque nunca esperei uma atitude como as que estão sendo tomadas daqueles que, além de tem o meu endereço, o meu telefone celular e o telefone da minha própria casa. Tudo o que eu fiz ou falei, foi frente a frente com cada um dos interessados.
Mas, lamentar cada fato ocorrido não é minha tarefa, também não é meu objetivo com essa carta reclamar, protestar ou acusar. Sou músico, escritos, Psicólogo, professor e formador de comunidade terapêutica. Trabalho com pessoas que vem até a mim visando uma melhora daquilo que afeta suas vidas. São pessoas que confiam a mim sua própria existência. Dou palestras e retiros no Brasil e no exterior e em cada uma dessas conferencias vejo crescer o número de pessoas que confiam e acreditam naquilo que eu falo, e isso para mim sempre foi uma tremenda responsabilidade. Por isso, se algum dia eu tiver que trair a confiança dessas pessoas e principalmente dos meus amigos, eu não tenho duvidas, eu prefiro estar preso do que ter que ver o rosto de decepção de cada um deles para comigo. Por isso, eu agradeço a Deus porque percebo que a confiança deles ainda mais neste momento que há sempre margem para duvidas tem sido simplesmente maravilhosa. É o que da força e animo para continuar as lutas dessa vida. Por isso, sinto que devo a eles minha própria vida e nunca me achei no direito de decepciona-los. Deste modo, minha única defesa neste momento, será essa carta. Não preciso provar aquilo que sou para aqueles que dizem o que eu não sou. O que anseio então com essa carta? É simplesmente agradecer.
Em primeiro lugar, quero agradecer de coração sincero a todos os funcionários da AMA pelo enorme carinho e compreensão com que me acolheram até a presente data. O acolhimento de vocês foi algo para mim nobre e edificante. Especial. Desde aos agentes operacionais, educadores até as cozinheiras, todos foram pessoas importantes e que muito me ajudaram nesse inicio de gestão.
Agradeço de forma especial as gerentes e equipe técnica com quem trabalhei de modo mais próximo. Sem duvidas, ficou o aprendizado da convivência e do profissionalismo exercido. Agradeço pela convivência, pela ajuda dispensada e orientação quanto as duvidas sempre presente. Preciso também agradece-los por terem agido, enquanto eu estava presente, sempre com muito respeito, dignidade e clareza.
A prefeitura de São Paulo, de modo especial a Cida Pavão, a Mirian, a Solange a Tereza eu tenho muito a também agradecer. Primeiro porque aceitaram sempre um dialogo aberto conosco e não nos abandonou frente a falta de experiência e conhecimento. Certamente, o fantasma construído logo no inicio da gestão não se concretizou com aquilo que vimos e experimentamos da atitude de cada uma de vocês. Obrigado.
Por fim, quero agradecer aqueles que não tenho palavras para descrever o que significam neste momento de inexplicável agonia de decepção. Quero agradecer a diretoria da AMA, pela confiança, pela insistência na justiça, pelo respeito a cada palavra, pelos inúmeros momentos em que eu presenciei e me encantei com o modo como trabalhavam e pelo exemplo pois vejo que mesmo em um momento como este vocês se portam como pessoas dignas, que não se rebaixam e que continuam com a cabeça erguida e mais que isso, continuam dando para mim uma grade exemplo. Peço, as minhas mais sinceras desculpas por ter convidado a cada um de vocês a fazer parte dessa luta e agradeço por continuar sonhando, mesmo diante de tamanha injustiça, por um mundo mais humano e justo. O silencio, o tempo, a justiça, certamente cuidara de tudo o que esta acontecendo. A verdade nunca fica oculta para sempre. Obrigado por vocês existirem e por serem para mim um motivo de orgulho.

A nova diretoria que parece ter sido escolhida segundo informações não oficiais, desejo uma boa sorte, um bom trabalho e muito sucesso em cada um dos empreendimentos a serem exercidos. Independente de quem esteja a frente dessa instituição o mais importante é que continuem fazendo todo o possível para o bem estar e vida de cada uma dessas crianças, os tesouros da Associação Maria Auxiliadora.

Assim, peço desculpas se ofendi alguém de alguma forma e fico a disposição para aqueles que desejam ainda sanar ainda alguma duvida com relação a minha conduta. Mas, não posso pedir desculpas pelo atual momento, e em breve, com seus próprios olhos, poderão tirar cada um suas próprias conclusões.

Um abraço a todos, fiquem com Deus.

Adriano Oliveira