quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A morte da Semente

A morte da Semente
01/09/2005 – Taboão da Serra - Cenáculo

Semente é assim mesmo. Tem que nascer. Tem que viver. É plantada, cresce, dá frutos. Tem que viver, mas precisa morrer. Para que novas sementes possam nascer. Para que a colheita se renove. Pois o solo já é mais fértil.
Uma década passou e de novo eu volto ao lugar da primeira plantação. E que alegria. Os espaços parecem falar por si mesmo. Inesquecíveis momentos onde juntos éramos plantados na fértil e doce terra do coração de Deus.
Mas o tempo precisa continuar e a pura e pequena semente inevitavelmente, crescer. Vira planta. Uma planta diferente das outras. Dela sai um perfume especial. Uma fragrância dos céus embelezando o jardim terreno. Mas pobre planta, vai aos poucos percebendo os riscos do crescimento, e que riscos. O vento bate mais forte, a chuva parece machucar mais. Sofre com os predadores e ainda assim precisa continuar a crescer, apesar das marcas. Contudo, a planta é fruto da semente bem cuidada e que tem um objetivo claro. E, inevitavelmente, o que era semente e tornou-se planta agora é arvore. Uma bela arvore.
Arvore frutífera. Frutos abundantes ela derrama. Não para de crescer. Não para de amar. Não para de sofrer. Crescer dói, dar furtos também. É vida gerando, é o ciclo renovando. Frutos que caem em terra boa e viram novas sementes. Frutos que caem em terra ruim, e morrem. Frutos que saciam a fome. Frutos que alargam o coração. Assim foi a nossa semente.
O importante, é que ela completou o seu ciclo. Nasceu, cresceu e deu frutos. Estes, livres para escolher o tipo de frutos que também querem ser e dar. A essência da boa semente ficou, as lembranças também. A semente, a planta, a arvore, se foi. A semente precisou morrer. Mas cumpriu a sua missão. Sabemos, porém, que é forte é aquela semente que morre sim, mas que morre pra ressuscitar.


Sobre o grupo de Jovens Semente Comunidade São Geraldo Paróquia Santa Rosa de Lima
Diocese de São Miguel paulista