domingo, 10 de maio de 2009

Uma critíca a Minha Amada

Uma critica a minha amada

O povo. O pobre. Penso nele e fico penalizado, sentimento ruim de sentir não? O dinheiro é escasso, as obrigações, duras. O levantar é cedo.
As noticias para ele não são boas. Se há um crime ou um problema, a culpa quase sempre é do mais pobre. O preconceito existe. Ele, habita nos lugares mais distantes das cidades e dos grandes centros. Vive a margem.
Seu meio de transporte é escasso. Lotado. Degradado. Precário. Seu salário, na maioria das vezes indigno. O acesso a saúde é um caos. Procura médico, não encontra, se encontra, é porque gastou horas de espera. Marca exame, mas tem que contar com a sorte, a espera dura meses, ou anos. Nunca dias. O serviço é de qualidade questionável. Lhe resta a educação. Mas até mesmo essa lhe é negada. Um bom estudo precisa ser pago, e é caro. Um bom estudo publico gratuito, também custa caro.
O pobre então resolve pedir ajuda. Reza. Clama a Deus e o busca. De modo expressivo, os pobres buscam a Deus.
Um dia desses, um desses pobres, chegou até minha amada, caminhou um tempo com ela. Mas não agüentou. Um dia foi chamado de ladrão. No outro, minha amada o tratou com preconceito. Em outra oportunidade, ela o chamou de burro. O pobre se indignou, bracejou. Mas, assim como na sociedade foi obrigado forçosamente a engolir sua dor, minha amada é bem mais forte que ele. Por fim, ele questionou, não adiantou. Minha amada virou as costas pra ele, que continuou a sofrer, pela dor que minha amada causou. Eu? Sim, eu vi tudo isso. Durou anos. Vi cada detalhe. E olha, que sempre tive orgulho de ser católico...

Adriano Oliveira
adrianodefo@yahoo.com.br