sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Música, sempre música

A música que brota de um coração é plenamente capaz de atingir o coração do outro।
A música que nasce de uma experiência consegue certamente acrescentar algo a experiência do outro.
A musica composta entre lágrimas, tem sem dúvidas a capacidade de consolar.
A música que expressa alegria, tem a força de levar animo aos entristecidos.
A música criada na dor pode levar a esperança.
A música nascida da solidão consegue revelar a fé.
A música que brota do luto contribui para o testemunho.
A música que testemunha as lutas de um povo nos tira do comodismo social.
A música que é poética, nos humaniza.
A música que nos humaniza nos mostra que somos irmão..
A música que traz valores nos catequiza.
A música que emerge de uma triste realidade no motiva.
A música tecida na silencio nos leva a contemplação.
A música que é fruto da oração nos conduz a paz.
A música, que é litúrgica, torna-se para nós, comunhão.


Adriano Oliveira

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O sentimentalismo

O sentimentalismo

O tema central das canções atuais parecem ser os relacionamentos amorosos. Esses temas, falam do desejo ou sonho de amor, declara esse amor ou a dor por tê-lo perdido, etc...
Observando as canções de algumas décadas atrás é notável uma distinção considerável: as músicas falavam da natureza, da vida, do cotidiano e, é claro também do amor. Contudo, os relacionamentos eram mais duradouros e, como conseqüência tínhamos canções românticas.
Mas hoje, os relacionamento estão cada vez mais relativos e os namoros atuais são vividos com uma intensidade incrível. Essa mesma intensidade vivida nos relacionamentos é repassada a música, onde as canções criam um aspecto sentimentalista, tratando de temas que revelam muitos dos aspectos vividos em uma paixão.
Muitos, tem transferido essas mesmas tendências para sua fé.
São muitos os que tem Jesus de forma “apaixonante”, ou seja, criam uma intensa aproximação com o mestre e não conseguem deixar-se amar. Como conseqüência, experimentam com o tempo o esfriamento dessa paixão, quando não, o fim. Algumas canções católicas, tem demonstrado também este excesso sentimental.
Mas, tudo isso é ruim? Eu particularmente acredito que não. Contudo, concordo em dizer que, um relacionamento maduro, precisa ser enraizado ou ter como busca principal, o amor.

Deus os abençoe

Adriano Oliveira

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Música Pentecostal

Música Pentecostal


Houve um tempo considerável onde eu julgava toda musica pentecostal como demasiadamente emotiva e exagerada. A classificava como uma música individualista e de pouco alcance evangelístico. Enfim, usava dessa mesma medida para classificar tanto a música evangélica quanto as músicas da RCC. Ambas, com características pentecostais.

Contudo, é comum durante a vida que a escassez possa nos atingir: empregos, relacionamentos, estudos etc. Essa situações aliadas a tantas outras corriqueiras que nos acontecem ao dia-a-dia levam a uma certa angústia. E a certeza confiante de que tudo vai passar vai foi aos poucos, lentamente, dando lugar a um desespero, que embora ainda confiante não é mais consolado por algumas filosofias e teologias.

Neste sentido, ao ouvir algumas canções, o coração humano pode sentir o consolo , seja pela melodia que acalenta, ou pela mensagem, que parece estar falando exatamente de tudo aquilo que se está vivenciando. De fato, minha análise pode parecer demasiadamente superficial, mas percebo que certas estrofes, letras e até mesmo melodias, começaram a ser para muitos um alento, principalmente para incentivar a vida de oração. Algumas canções nos conduz a oração.

Músicas que conosco choram e sorriem, constroem e sonham, alertam e aconselham. Sim, algumas composições parecem compreender claramente o que se esta vivendo, é muitas vezes é a oração que fica presa no mais profundo do coração.

Hoje, ainda vejo muitos lançar critica pesadas contra essa tendência musical, não os critico. Mas, faço parte do grupo daqueles que vê, na música, uma multiplicidade de linguagens que não pode ser monopolizada por apenas uma forma de falar. Que bom perceber que nossa música católica pode falar ao pobre, ao marginalizado, pode falar ao político e lhe cobrar providências, pode cobrar justiça social, falar e ser a voz do que não tem casa, que não tem terra e nem emprego. Pode falar também aquele que deseja ter uma experiência com o Espírito Divino, com os anjos, com Nossa Senhora. E, pode falar também, com aquele que se encontra na tristeza, no desespero, na dor e na agonia. Que bom saber, que nossa música, fala através de tantas formas a todos os filhos de Deus.


Deus os abençoe
Adriano Oliveira

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A música potencializa a palavra

A música potencializa a palavra

A presente obra fornece subsídios para auxiliar a análise e re-
flexão dos diversos tipos de músicas presentes na Igreja Católica.
É inovadora, pois além da formação do músico, aborda os estilos
de composição e os processos de identificação que fazem com que
a música seja expressão do coração de um povo que necessita de
cadenciar a voz para expressar seus sentimentos.
A música potencializa a palavra, faz com que todas as energias
do corpo se direcionem ao que se canta, por isso, o cantar faz com
que o sentir, o pensar e o agir estejam integrados. Em uma ótica
espiritual, a música é um dom de Deus, cada músico, cada cantor,
se torna pleno quando desenvolve as potencialidades que foram
concedidas pelo Criador.
São Paulo diz: “trazemos um tesouro em vasos de barro” (2Cor
4,5). O tesouro está dentro de um vaso um frágil, vulnerável, que é
o coração humano. A fragilidade é o que torna o coração do homem
14 15 nos caminhos V3 18/03/08
um mistério, pois pode ser moldado, modificado e por isso é imprevisível.
Mas algo que é frágil necessita de cuidados, caso contrário
pode ser danificado ou quebrado. O tesouro é Deus que
habita cada ser, e se doa gratuitamente. A música está no vaso e no
tesouro, é um dos meios de comunicação entre os dois e uma das
formas de cuidado com o vaso e com o tesouro.
Ela pode ajudar a amolecer o barro para que possa ser moldado.
Um barro duro, não permite modificações, não pode ser diferente,
qualquer tentativa de moldá-lo pode quebrá-lo. O canto e os
instrumentos são capazes de fazer com que o tesouro e o barro se
misturem, é um mecanismo que facilita a comunicação, ela torna
a palavra suave e agradável, o homem canta a Deus e Deus canta
ao homem.
Por isso, a música também deve ser cuidada, para que possa desvelar
(tirar o véu) o coração do homem e o coração de Deus. A
sensibilidade do autor ajuda-nos a atentar para alguns aspectos importantes
do cuidado com a música, principalmente no que se refere
à qualidade da comunicação. Ele faz uma análise técnica e mística.
O título é instigante e convidativo. Não existe apenas um caminho,
mas vários caminhos para transmitir ou ouvir as mensagens
contidas nas músicas católicas.
Cada ser herdou uma característica peculiar, não somos iguais
e só podemos ser completos se aceitarmos as diferenças dos outros.
As diferenças aparecem nas tradições de família, lugares, estados,
países e continentes. Então, qual caminho percorrer através da
música?
De acordo com a experiência vivida pelo autor, existem classifi-
cações para os estilos de composição musical conforme o público a
ser atingido. Cada uma tem a sua beleza e característica própria. O
contexto cultural é importante e deve ser considerado. Qualquer
atitude de pré-conceito pode fazer com que se perda a essência e se
fixe nas diferenças como erros. É importante ver uma outra possibilidade
e buscar a unidade em meio à diversidade.
Os conceitos aqui expostos são uma proposta de reflexão, o importante
como diz o autor é refletir sobre o convite feito por Deus:
ser instrumento com formação, respeito e sabedoria. Você está convidado
a conhecer e a percorrer Nos caminhos da música católica.
Boa leitura!
Prefácio do Livro Nos Caminhos da Música Católica
Oswaldo Alcanfor Ramos
Psicólogo, Pesquisador e palestrista em congressos científicos e retiros एस्पिरितुईस