
Adriano Oliveira
Autor do livro: Nos Caminhos da Música Católica
Editora: Palavra e Prece
http://www.palavraeprece.com.br/
http://www.livrarialoyola.com.br/
Chácara de Recuperação Nova Semente
Coordenadora: Iracema Rocha
Luta imaginária
Não é preciso andar muito pelos grandes centros urbano para perceber alguns dos inúmeros problemas que assombram a humanidade: pobreza, fome, criminalidade, vícios etc. A religião sempre serviu como fonte de libertação para as pessoas que muitas vezes sente-se excluídas da sociedade que muitas vez agede forma injusta. Dessa forma, se estabelece um sistema social que além de excluir a muitos, prega de maneira cada vez mais desenfreada a “normalidade” que predomina hoje em nossos jovens e famílias. É a normalidade sexual, do divórcio, do aborto, do consumismo, a musical... entre tantas outras.
Essa normalidade sugerida pela sociedade, vão em sua maioria contra os princípios cristãos, e disso os próprios Cristãos tem consciência. Contudo, os “maus” modelos de sociedade age em bloco, em massa, os cristão em contrapartida , no cada um por si, em partes. Em outras palavras, aqueles que são chamados a formarem um corpo, muitas vezes se dividem em várias partes, o que acaba sendo ineficaz contra aqueles que já aprenderam apesar de suas diferenças a lutarem por seus ideais e defenderem suas idéias.
A pergunta então seria a seguinte, contra quem os cristãos de hoje em dia estão lutando? Os primeiros cristãos lutavam simplesmente por serem reconhecidos como cristãos, ou seja, ser denominado um cristão significava estar colocando a própria vida em risco já que estes eram perseguidos e proibidos de manifestar a crença. Outros, martirizados simplesmente porque não negavam a este nome. Os cristãos porém não se intimidavam, mesmo escondidos continuavam a crescer e a se reunir em oração, como dizia Tertuliano, “o sangue dos cristãos são como sementes que brota”. Com o fim da perseguição aos cristãos pelo império romano, estes conquistaram então o direito de propagar livremente o evangelho por toda o parte, pois sabiam que desta boa nova dependia a felicidade e a libertação de muitos povos.
Vivemos em um país onde existe a liberdade religiosa, somos predominantemente um país cristão, porém parece que embora a preocupação dos cristãos atuais sejam em parte as mesmas dos primeiros, não podemos negar que o maior empecilho para o nosso crescimento não é mais o império romano, e não tão somente o governo brasileiro ou de outro país, mas principalmente, os próprios cristãos.
O número de igrejas cristãs hoje existentes no Brasil hoje são surpreendentes. Contudo, o quero focalizar não é o número de igrejas existentes e sim o modo como ambas caminham, em sua grande maioria separadas, quando não uma lutando contra a outra.
O grande problema é que cada igreja, embora tenham basicamente a mesma finalidade, discordam umas das outras em costumes, teorias, ritos e em interpretações da sagrada escritura ou teologias, ou seja, cada uma acaba criando um modo próprio de viver em uma verdade, e se opondo contra todos aqueles que se opõe a esta, ou seja, outras denominação cristã pode até mesmo ser encarada como “coisa do demônio, do inimigo”.
O pensamento de um sábio padre resume de forma precisa o que pretendo concluir, “talvez se os cristãos fossem mais unidos o mundo temeria diante dos cristãos, mas como os cristãos são tão desunidos são os cristãos que tremem diante do mundo”. Acho digno de reflexão esta frase, são tantos os motivos que temos para nos unir nos dias atuais que creio estarmos lutando na direção errada, combatendo um exército que embora não caminhe junto é aliado. E é exatamente desta forma que se organizam os países em torno de um combate, mesmo tendo suas diferenças e divergências, eles são capazes de se unir em torno de algo tão cruel como uma guerra, foi assim na atual invasão ao Iraque promovida pelos Estados Unidos e aliados, muitos destes que no passado já foram inimigos se uniram a nação americana com a finalidade de destruir seus oponentes.
Entre outros motivos para esta re-união de todos os cristãos estão temas importantíssimos para o futuro da humanidade como as atuais pesquisas de célula tronco, os alimentos transgênicos, a própria questão da clonagem humana, terrorismo, liberação do aborto e das drogas, etc. Enfim, ou começamos a lutar pelo o que verdadeiramente é necessário, a vida, ou então, corremos o risco de perdermos um imenso tempo em uma luta vã, contra nós mesmos, para não dizer, imaginária.
Adriano Oliveira
Não é preciso andar muito pelos grandes centros urbano para perceber alguns dos inúmeros problemas que assombram a humanidade: pobreza, fome, criminalidade, vícios etc. A religião sempre serviu como fonte de libertação para as pessoas que muitas vezes sente-se excluídas da sociedade que muitas vez agede forma injusta. Dessa forma, se estabelece um sistema social que além de excluir a muitos, prega de maneira cada vez mais desenfreada a “normalidade” que predomina hoje em nossos jovens e famílias. É a normalidade sexual, do divórcio, do aborto, do consumismo, a musical... entre tantas outras.
Essa normalidade sugerida pela sociedade, vão em sua maioria contra os princípios cristãos, e disso os próprios Cristãos tem consciência. Contudo, os “maus” modelos de sociedade age em bloco, em massa, os cristão em contrapartida , no cada um por si, em partes. Em outras palavras, aqueles que são chamados a formarem um corpo, muitas vezes se dividem em várias partes, o que acaba sendo ineficaz contra aqueles que já aprenderam apesar de suas diferenças a lutarem por seus ideais e defenderem suas idéias.
A pergunta então seria a seguinte, contra quem os cristãos de hoje em dia estão lutando? Os primeiros cristãos lutavam simplesmente por serem reconhecidos como cristãos, ou seja, ser denominado um cristão significava estar colocando a própria vida em risco já que estes eram perseguidos e proibidos de manifestar a crença. Outros, martirizados simplesmente porque não negavam a este nome. Os cristãos porém não se intimidavam, mesmo escondidos continuavam a crescer e a se reunir em oração, como dizia Tertuliano, “o sangue dos cristãos são como sementes que brota”. Com o fim da perseguição aos cristãos pelo império romano, estes conquistaram então o direito de propagar livremente o evangelho por toda o parte, pois sabiam que desta boa nova dependia a felicidade e a libertação de muitos povos.
Vivemos em um país onde existe a liberdade religiosa, somos predominantemente um país cristão, porém parece que embora a preocupação dos cristãos atuais sejam em parte as mesmas dos primeiros, não podemos negar que o maior empecilho para o nosso crescimento não é mais o império romano, e não tão somente o governo brasileiro ou de outro país, mas principalmente, os próprios cristãos.
O número de igrejas cristãs hoje existentes no Brasil hoje são surpreendentes. Contudo, o quero focalizar não é o número de igrejas existentes e sim o modo como ambas caminham, em sua grande maioria separadas, quando não uma lutando contra a outra.
O grande problema é que cada igreja, embora tenham basicamente a mesma finalidade, discordam umas das outras em costumes, teorias, ritos e em interpretações da sagrada escritura ou teologias, ou seja, cada uma acaba criando um modo próprio de viver em uma verdade, e se opondo contra todos aqueles que se opõe a esta, ou seja, outras denominação cristã pode até mesmo ser encarada como “coisa do demônio, do inimigo”.
O pensamento de um sábio padre resume de forma precisa o que pretendo concluir, “talvez se os cristãos fossem mais unidos o mundo temeria diante dos cristãos, mas como os cristãos são tão desunidos são os cristãos que tremem diante do mundo”. Acho digno de reflexão esta frase, são tantos os motivos que temos para nos unir nos dias atuais que creio estarmos lutando na direção errada, combatendo um exército que embora não caminhe junto é aliado. E é exatamente desta forma que se organizam os países em torno de um combate, mesmo tendo suas diferenças e divergências, eles são capazes de se unir em torno de algo tão cruel como uma guerra, foi assim na atual invasão ao Iraque promovida pelos Estados Unidos e aliados, muitos destes que no passado já foram inimigos se uniram a nação americana com a finalidade de destruir seus oponentes.
Entre outros motivos para esta re-união de todos os cristãos estão temas importantíssimos para o futuro da humanidade como as atuais pesquisas de célula tronco, os alimentos transgênicos, a própria questão da clonagem humana, terrorismo, liberação do aborto e das drogas, etc. Enfim, ou começamos a lutar pelo o que verdadeiramente é necessário, a vida, ou então, corremos o risco de perdermos um imenso tempo em uma luta vã, contra nós mesmos, para não dizer, imaginária.
Adriano Oliveira
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