O encontro de Jovens com Cristo – EJC- entrou em minha vida em um momento muito especial. Lembro-me que tinha apenas 14 anos de idade, estava rodeado por amigos e vivendo uma experiência que sem dúvidas marcou de forma definitiva toda minha vida. Era o início.
Os detalhes revelavam algo, a experiência me confirmava. Era a dúvida de um adolescente que se unia a uma busca que já habitava em meu coração. Havia uma tradução deste meu coração daquilo que acontecia durante todo encontro. Eu sentia: sim, é o que busco.
Reposta talvez não tão consciente do que significava acolher a experiência do outro e querer vivê-la, mas sem dúvida animadora e determinante. Os passos, desde então trilharam pelos caminhos iniciados naqueles três dias. Inesquecíveis.
Emoção e alegria, certeza e saudade. Os sentimentos foram aos poucos criando um rosto, uma fisionomia, uma característica. O meu rosto, a minha fisionomia, minha característica.
Hoje, 14 anos depois, percebo que aqueles três dias estão tão presentes em minha memória como se fosse algo que ocorreu no dia de ontem. Os passos se fundaram, estruturaram. Os caminhos se abriram, os pés se cansaram e descasaram. Teorias surgiram, experiências aconteceram. O andar foi hora apressado, outra, tranqüilo.
Mas, hoje, olhando para toda essa vivência, concluo sem medo ou receio de errar: eu tive um Encontro com Cristo ainda em minha adolescência e que serviu como ponto de partida para toda missão que atualmente realizo. Olhando para toda essa evidência, a certeza que fica é que, hoje, quero continuar caminhando por águas ainda mais profundas. Pra voltar, não quero, já não dá mais.
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